29 de outubro de 2006

FARMÁCIA DE SERVIÇO

A p... da gripe voltou a atacar-me. Trouxe a tosse com ela, a ver se me dobrava, e ainda tocou a trombeta do nariz entupido. Debilitado e farto de enfiar mel com aguardente goela abaixo, lá fui à farmácia. Ia pelos Ben-uron (1 euro e não sei quê).

Acontece que o merceeiro de serviço achou pouco.
"Oh... isso não é o mais indicado. Baixa-lhe a febre e tal". E eu estúpido: "Então o que é que acha que...?"
E já o "Cêgripe" (4 euros e tal) em cima da mesa. "E queria tb o medicamento para desentupir, n era...?", a nova maravilha fez a sua aparição. Uma coisa da Vick que faz correr o ranho cara abaixo como se fôssemos Julietas tristes. "Ah... e o xaropezinho para a tosse... não é?"
Mais duas larachas ensaiadas e lá estou à porta, saquinho branco cheio de porcarias na mão e um farmacêutico satisfeito do outro lado. Venha o próximo.
Percebe-se melhor o Sócrates nessas alturas.

ps: espero que a coisa das férias de Natal dos professores não passe de mais um boato da oposição. Ou vou ter de me juntar a eles na próxima manif. Só quem não deu aulas no Básico ou no Secundário é que não percebe a necessidade desse descanso. Aliás, cada vez mais reduzido, dada a invenção todos os anos acrescida de reuniões para discutir o sexo dos anjos, o formulário A para a estatística X ou resolver o estranho caso da MALANDRICE QUE PRENUNCIA O CHUMBO...

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